Por André Rodrigues

 

Chegou a hora de falar sobre uma das melhores comédias da atualidade, uma série que sempre foi amada por muitos, mas não recebia os holofotes que merecia, não sei se devido ao marketing ou ao simples acaso. Mas tudo isso mudou quando ela foi cancelada, e logo após salva por outra emissora, para a produção de uma última temporada, estou falando da maravilhosa Brooklyn Nine-Nine!

Brooklyn Nine-Nine conta o dia a dia de uma delegacia de polícia no bairro do brooklyn, mais precisamente da seção de detetives dessa delegacia. Tendo como protagonista Jake Peralta (Andy Samberg), um detetive infantil acostumado a fazer tudo o que quiser na delegacia, até a chegada de Raymond Holt (Andre Braugher), um capitão rígido que pretende por aquela delegacia em ordem.

A maravilha de Brooklyn Nine-Nine é o estilo de humor, debochado, muitas vezes físico, mas com diálogos sensacionais, conseguindo equilibrar muito bem o humor com a trama que cada episódio se propõe, sem exagerar no drama, mas tendo o suficiente para andar com a história e criar mais momentos hilários.

Um dos principais diferenciais da série é a sua proposta a diversidade, quase todos os personagens principais são de alguma forma minorias quando se refere à polícia americana, temos latinos, temos negros, temos gays, todos inseridos nesse contexto sem exploração do estereótipo, com características próprias, que fazem humor sem focar em nenhuma dessas condições, e que humor é feito aqui, é impossível não sair mais leve de cada episódio.

Para instigar ainda mais quem não assistiu essa série, é impressionante como o nível dela aumenta ao longo das temporadas, o que pode parecer simplesmente bobo no início da primeira temporada, evolui demais ao longo das demais, cada personagem tem um arco narrativo que se desenvolve com o passar dos episódios (lentamente, afinal o foco da série é a comédia). Um bom exercício é reassistir os primeiros episódios após finalizar a série, as diferenças individuais de todos os personagens chega a ser gritante.

Não posso terminar essa análise sem comentar sobre o melhor episódio da série, o 14º

episódio da 5ª temporada, intitulado “The Box”, com a brilhante participação de Sterling K. Brown (This is Us), a série joga na nossa cara que não é preciso muitos personagens, não é preciso grandes locações, para fazer um episódio instigante e extremamente divertido, com praticamente 3 personagens em cena, durante o pouco mais de 20 minutos. É um ótimo exemplo de roteiro e de atuação, principalmente do incrível K. Brown.

Confesso que não tinha sequer ouvido falar de Brooklyn Nine-Nine até o seu cancelamento e renovação, mas a série me pegou de uma forma que agora é a série que eu ponho de fundo quando quero fazer algo e que não requer muita atenção, é uma série que é candidata a ser o xodó de várias pessoas que amam comédias. Dê uma chance, 4 das 5 temporadas estão na Netflix, e eu te digo, vai valer a pena.

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