Que política é jogo de interesses bem articulados, isso todo mundo já sabe, exceto, a população.
A derrota do médico Eduardo Amorim no primeiro turno deste pleito eleitoral, pode ser associada não apenas a uma reposta do povo, mas sim a um possível boicote em sua própria campanha.

Boicote do vice

A história começa pelo seu ex-vice Ivan Leite, que recentemente declarou apoio ao candidato Belivaldo Chagas. Ivan alega que recebeu uma ligação do candidato e que se sentiu contente, e fez questão de frisar que não atacou Belivaldo, mesmo como opositor, porque acreditava que precisava manter a ética e uma campanha limpa. Coisa que não aconteceu do lado oposto.

Capitão do pulo

A história continua com o deputado estadual Capitão Samuel que foi reeleito. O deputado anunciou a sua saída do partido PSC, alegando que o fundo partidário foi concentrado na campanha do candidato ao Senado André Moura. Samuel também declarou apoio à candidatura de Belivaldo Chagas para o segundo turno e alegou que confia em seu projeto de “Combate às Drogas” para o Estado. Só faltou o deputado explicar quais foram os reais acordos políticos que foram fechados.

O pai vingativo

Reinaldo Moura, pai do deputado federal André Moura, também declarou apoio ao grupo do governo para o segundo turno. O ex-deputado e conselheiro, alega que sua amizade com Belivaldo o fez tomar a decisão. Ainda em entrevista ao site JL Política, Moura disse que seu objetivo era barrar o projeto do senador Valadares de eleger o filho governador de Sergipe, Valadares Filho. Será que o Reinaldo não quer sentir a amarga derrota de não eleger o filho sozinho ?

A vingança dos derrotados

Sem êxito para reeleição, os deputados Jairo de Glória (PRB) e Venâncio Fonseca (PSC) que também eram do agrupamento de Amorim, já declararam apoio ao candidato ao governo no segundo turno Belivaldo Chagas. Quem também declarou apoio à Belivaldo foi o ex-prefeito de Canidé, Heleno Silva. Mas conhecido como Pastor Heleno, ele foi candidato ao Senado e trabalhou sua campanha criticando indiretamente o também candidato a senador pela mesma chapa, André Moura.

Em menos de uma semana do resultado do primeiro turno as articulações já foram fechadas com muita rapidez, ou já estavam encaminhadas antes mesmo do resultado. Talvez não foi apenas a tentativa de esconder o sobrenome Amorim na campanha, mas sim por uma suposta traição do seu próprio agrupamento, onde possivelmente nem seu próprio vice pediu votos para ele.

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