Jackson tenta secundarizar a disputa pelo Governo

 

Por Thiago Reis

Em ano de eleição, estabelecer uma relação de diferença associativa entre a inteligência e a esperteza, é uma das maiores dificuldades para o eleitor, porque inconscientemente, a grande maioria da população pensa e acaba votando em candidatos que têm compromisso de satisfazer apenas demandas imediatistas.

E em se tratando do “engabelamento” do eleitor, através do favorecimento de demandas imediatistas e populistas o ex-governador Jackson Barreto (MDB) é mestre. Enquanto ele (Jackson) transita e se articula para garantir um das vagas do Senado,  percebo sem me surpreender que esse velho político, considerado por muitos como um grande articulista, continua o mesmo obtuso de sempre, e as recentes manobras de JB para rifar aliados, pondo em risco até a reeleição do Governador Belivaldo Chagas (PSD), demonstram claramente o grau de comprometimento de Barreto com o projeto do grupo governista.

Não bastasse ter deixado o Estado em condições de extrema dificuldade, Jackson quer ser eleito Senador na base do custe o que custar, (aos cofres públicos é claro), e tem pressionado o Governador Belivaldo Chagas e os Secretários de Estado no sentido de viabilizar apoios à sua candidatura, patrocinados pelo Governo.

Mas o fato de ter entrado para a história como o pior Governador de Sergipe, criou um ranço que impregnou na imagem de JB, e esse ranço vem se refletindo nas pesquisas divulgadas por diversos institutos. Até o companheiro de chapa, o também candidato ao Senado, Rogério Carvalho (PT), se aproximou de JB na corrida por uma das vagas, e segundo dados divulgados pela última pesquisa, Jackson e Rogério estão empatados tecnicamente.

Coincidentemente ou não, bastou Rogério se aproximar de JB na corrida pelo Senado, para Almeida Lima deixar o exílio babilônico e voltar ao cenário político na condição de corvo, com função previamente definida – atacar Rogério. Entretanto, soltar a coleira de Almeida tem um preço, e ele é alto, podendo ter efeitos colaterais imprevisíveis até mesmo para as ambições de Jackson.

Belivaldo precisa do apoio do PT, apoio esse que Jackson imaginava que seria canalizado para a sua candidatura ao Senado com aquela estória de que ele (Jackson) seria o candidato do ex-presidente Lula. Contudo, os recentes ataques de Almeida a Rogério e diretamente ao Governador Belivaldo Chagas, dão clara demonstração de que a conquista de um mandato de Senador na base do custe o que custar é o objetivo de JB, e que ele (Jackson) não poupará nem mesmo aliados para alcançar esse objetivo.

É preciso fazer a leitura adequada das iniciativas do ex-secretário Almeida Lima, que não agiu por independência, mas sim de acordo com um objetivo específico e com a anuência daquele que sempre lhe seu retaguarda. A base governista precisa entender de uma vez por todas que a prioridade do grupo deve ser a reeleição de Belivaldo Chagas, sem deixar que esse objetivo seja secundarizado pelas articulações de JB.

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