Por: André Rodrigues

Uma república em crise, corrupção atingindo até o mais alto chefe de estado, uma população cansada do modelo que está estagnado a tempos, então, surge alguém que sempre esteve ali, prometendo uma renovação, o resgate de tempos mais prósperos, e com o tempo, sua visão incita guerras internas, a polarização da população, o verdadeiro caos, insegurança de ambos os lados, e para resolver isso, suprime o órgão regulador, aumentando seus poderes, e finalmente instalando um governo totalitário. Reconhece? Tenho certeza que você pensou em Palpatine, o antes Chanceler da República, e depois Imperador do Império Galáctico de Star Wars.

Sempre começa parecido, lógico, em todo caso tem-se particularidades, mas no geral a situação não está fácil, vive-se algum tipo de crise, como a corrupção que varia a Republica Galáctica, que tinha como centro (tanto do governo, quanto da corrupção) Finis Valorum, que com vários escândalos, fazia com que a população estivesse extremamente insatisfeita com o governo, que precisou criar uma taxa na vila de livre comércio de Coruscant, irritando assim os empresários comerciantes da Federação do Comércio.

Pronto, a crise estava instalada, momento perfeito para a ascensão de um “salvador”, alguém “novo”, que na verdade estava no governo da república a anos, alguém que dizia que faria com que a República vivesse seus antigos momentos de glória, tudo que a população queria ouvir, desse jeito Palpatine era o nome para o cargo mais alto, consequência? Claro! Ele chegou ao poder, mas o que a população não sabia  era o que ainda iria acontecer.

Com o passar dos anos, o já Chanceler Supremo (aqui, podemos chamar de presidente), instiga uma divisão na sociedade, de um lado os republicanos, do outro os separatistas, nenhum lado está completamente errado, são visões diferentes, mas o clima é tão extremo, os ânimos estão tão exaltados que incia-se uma guerra civil, as famosas Guerras Clônicas. Com essa guerra em andamento, o Chanceler precisa tomar decisões que a máquina republicana não deixa, pois é preciso da aprovação do Senado Galáctico, mas a situação é tão grave com essa guerra que é preciso, só daquela vez, só por um tempo, que o Chanceler Supremo tenha poderes mais absolutos para por um fim à guerra de vez.

Conseguindo por fim a guerra, o mesmo Palpatine alega que o universo só caminhará da melhor forma se ele se manter com esses poderes absolutos, e muitos até concordam, afinal, foi ele que conseguiu dar um rumo à república, assim, com uma chuva de aplausos, Palpatine se proclama Imperador, põe fim à Republica, e o resto já sabemos, opressão, beneficiamento de poucos, aumento da capacidade bélica para “se defender” dos opositores.

Então mais que nunca, é preciso ter consciência, procurar nas mais diversas obras, um clareamento de ideas, uma empatia com o outro, pois enquanto o parente do imperial de alto escalão tem uma vida boa, milhares de pessoas da orla exterior estão sendo humilhadas. Em momentos como esse é preciso tomar cuidado com quem tem um discurso perigoso, porque nunca irão dizer que querem um autoritarismo, e não se esqueça, nunca se esqueça, que “é assim que a liberdade morre… com um estrondoso aplauso”.

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