Arrecadação sindical cai 86% em 2018

Dados são do Estado de S. Paulo

Sérgio Lima / Poder360

A arrecadação de sindicatos de trabalhadores e patrões caiu de R$ 3,64 bilhões em 2017 para R$ 500 milhões em 2018. A queda no período foi de 86%.

Em vigor desde novembro de 2017, a reforma trabalhista acabou com a obrigatoriedade da contribuição sindical. Com isso, o repasse feito às centrais, confederações, federações e sindicatos despencou.

De acordo com os dados, a queda no repasse foi mais intensa entre as entidades dos trabalhadores. A receita caiu de R$ 2,24 bilhões em 2017 para R$ 207,5 milhões no ano passado.

Já no caso das entidades patronais, o repasse caiu de R$ 806,7 milhões para R$ 207,7 milhões. O extinto Ministério do Trabalho –que teve suas funções divididas por diferentes ministérios– teve sua fatia encolhida em 86%, para R$ 84,8 milhões.

Segundo a reportagem, é esperada uma redução ainda maior na arrecadação em 2019. Isso porque na semana passada o governo editou a Medida Provisória 873, que acaba com a possibilidade de a contribuição sindical ser descontada diretamente dos salários. O pagamento passará a ser feito apenas por boleto bancário.

Além disso, sindicalistas acreditam que, em 2018, muitas empresas ainda descontaram o imposto na folha salarial por dúvidas sobre como funcionaria a lei. A expectativa é que isso deixe de ser feito neste ano.

De acordo com a reportagem, muitas entidades estão estudando alternativas para manter a estrutura e prestação de serviço. Além de cortar custos com pessoal, imóveis e atividades, estão investindo, por exemplo, em fusões e na criação de espaços de coworking.

A contribuição sindical corresponde a 1 dia de salário do trabalhador com carteira assinada. No caso do empregador, é recolhido com base no capital social da empresa.