Novo Estatuto da Criança e do Adolescente entra em vigor; conheça as mudanças

Menores de 16 não podem viajar sozinhos


O novo texto do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) entra em vigor nesta 6ª feira (10.mai.2019). As mudanças foram sancionadas pelo presidente Jair Bolsonaro, e assinadas pela ministra Damares Alves, do MDH (Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos) em março deste ano.

Foram feitas três alterações: a criação do Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, uma semana de prevenção da gravidez na adolescência e a modificação da idade mínima para viagens sem autorização dos pais.

O cadastro está inserido na política nacional de busca de pessoas desaparecidas, criada pelo novo texto para tentar organizar medidas desenvolvidas sobre o tema em âmbito nacional. Segundo a secretária adjunta da Secretária Nacional dos Direitos da criança e do adolescente, Viviane Fetinelli, a política regulamenta ações desenvolvidas em conjunto com o Ministério da Justiça.

Veja as mudanças:

VIAGENS

lei determina que, a partir de agora, menores 16 anos só podem viajar sozinhos para outros Estados com autorização judicial. No texto antigo, essas exigências só se aplicavam a mais novos que 12 anos.

De acordo com Damares, a medida pode prevenir, por exemplo, que adolescentes fujam para se casar. “Também pode diminuir o tráfico de crianças e adolescentes, além de coibir casos de exploração sexual”, afirma a ministra em nota divulgada no site.

Eis a nova redação:

PREVENÇÃO DA GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA

O governo também realizará ações para ensinar os jovens a previnir a gravidez indesejada na adolescência toda 1ª semana do mês de fevereiro. O MDH estuda trabalhar em conjunto com os Ministério da Saúde e Educação.

DISTRIBUIÇÃO

De acordo com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, serão impressas 30.000 unidades da versão atualizada do ECA. O acesso também pode ser feito pelo site da pasta.

BRAILLE

Além da versão impressa tradicional, também será disponibilizada uma versão em Braille. Para a Secretária Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Petrucia Andrade, a versão do ECA em Braille é uma ferramenta de inclusão. “Estamos avançando para que mais pessoas conheçam, respeitem e garantam os direitos de crianças e adolescentes”, afirmou.