Por Poder360

 

O candidato a presidente Ciro Gomes (PDT) afirmou que a eleição de 2018 será a última que irá participar. O pedetista foi 1 dos convidados de sabatina com concorrentes ao Planalto promovida pela BTG Pactual, realizada, nesta 4ª feira (8.ago.2018).

“É a última vez que vou disputar. Vou dar tudo que eu puder para ajudar esse país a encontrar o caminho”, disse.

Ciro já disputou a Presidência em 1998, quando ficou atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Fernando Henrique (PSDB). Em 2002, ele ficou em 4º lugar, atrás do então candidato do PSB, Anthony Garotinho, de José Serra (PSDB) e de Lula.

O ex-ministro da Fazenda preferiu não fazer as considerações finais e se retirou da sabatina 10 minutos antes do previsto. O tempo estipulado para cada presidenciável foi de 40 minutos.

O moderador do evento era o ex-ministro da Justiça Nelson Jobim. Cada candidato foi entrevistado por 1 jornalista diferente, o de Ciro foi Demétrio Magnoli.

O ex-governador do Ceará afirmou que está disposto a negociar com partidos ideologicamente diferentes do PDT caso seja eleito presidente, mas disse que nunca esperou o apoio do Centrão (DEM, PP, PRS, SD e PR). “Não tinha a menor crença que o centrão fosse me apoiar eleitoralmente. Eles estavam era agravando o preço deles para o Alckmin”.

De acordo com o candidato do PDT, há 3 assimetrias que são as principais responsáveis pela crise econômica brasileira:

  • Juros: há 10 anos a taxa de juros no mundo é neutra ou negativa, já no Brasil o efeito real da Selic sobre os juros é muito alto;
  • Tecnologia: há 1 caráter draconiano da lei de propriedade intelectual. O governo e iniciativa privada devem investir no setor de tecnologia. O livre mercado nunca foi capaz, pois o setor é caro e de retorno muito lento;
  • China: país asiático opera em mercado de grande escala e Brasil opera com empresas de pequena escala.

Eis 1 resumo das propostas apresentadas por Ciro Gomes:

  • Tributo sobre lucros e dividendos e imposto progressivo sobre herança;
  • Trazer de volta o obrigatoriedade de 30% dos campos de pré-sal serem explorados pela Petrobras.

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