A histórica e famosa Rua de São João no Bairro Industrial em Aracaju, voltou a brilhar como há anos não acontecia desde que perdeu atenção do poder público. Na noite da sexta-feira, 25, o ambiente cultural e de tradição centenária, ganhou vida com as diversas apresentações artísticas que aconteceram no local. Moradores do bairro, da capital e diversos prefeitos de municípios do Estado, prestigiaram a noite de festa com muita alegria e descontração. Entre as manifestações culturais e políticas apresentadas na noite, o espaço foi preenchido de cultura, nostalgia e resgate da esperança por dias de glória. O deputado federal André Moura não poderia ter escolhido local mais representativo para realizar a apresentação do seu novo projeto “Forró Sergipe”, o qual conquistou a liberação de R$ 16 milhões de reais para a realização dos festejos juninos de cerca 40 municípios do Estado. O prefeito de Aracaju Edvaldo Nogueira, esteve presente no evento e apresentou a programação oficial dos festejos juninos da capital, inclusive o Forró Caju. Edvaldo Nogueira agradeceu ao ministro da Cultura pela parceria e pelo investimento de mais de R $ 3,7 milhões de reais do Ministério da Cultura para o resgate das manifestações culturais e artísticas de Aracaju e na Rua de São João.

E o ministro da Cultura?

O ministro Sérgio Sá Leitão acompanhado do deputado federal André Moura, participou da apresentação da programação oficial do Forró Caju e também da assinatura de liberação das emendas para os 40 municípios do Estado, na tradicional Rua de São João, onde prestigiou com muita alegria e entusiasmo as apresentações das quadrilhas juninas, o barco de fogo, forró pé-de-serra e apreciou da culinária típica da nossa região. “Estamos fazendo esse investimento em todo o nordeste pelo São João ser tão forte. Sergipe é especial, então por isso dedicamos esse valor de 16 milhões de reais para apoiar os festejos juninos e a cultura popular do Estado, não priorizando apenas a capital, mas também o interior. O São João aqui é muito forte e tem uma relevância cultural e econômica que gera um desenvolvimento positivo para o Estado, motivos que justificam esse investimento” , disse o ministro em exercício.

Moradores, o que acham disso tudo?

Vera Silva é moradora antiga da Rua e aproveitou da comodidade para acompanhar de perto com muita alegria e emoção todo o movimento da tradicional festa da Rua de São João receber tanto carinho e atenção como realmente deveria ser. “A festa Rua de São João é tradicional no Estado de Sergipe, por isso nunca devia ter encerrado. Nós moradores daqui estamos muito feliz com o resgate dos festejos juninos da nossa querida Rua. Faziam mais de 8 anos que as manifestações culturais daqui eram realizadas apenas pela mobilização dos moradores, sem nenhum incentivo do governo, com a tentativa de não deixar a tradição morrer ”, disse a moradora. Vera disse ainda que é muito prazeroso ver essa cultura ser resgatada em um período de tradição cultural da nossa gente, e espera que esse investimento não seja apenas eleitoral, mas sim todos os anos.

A senhora Gildete que é moradora do bairro Industrial, aproveitou que a residência da filha fica há poucos metros do quadrilhódromo, para acompanhar atentamente todas as manifestações artísticas e não perder um só registro da festa. “Acho muito importante a realização da festa, porque traz um divertimento para toda a população daqui”, disse a moradora. Apesar da intensa movimentação, dona Gildete mostrava-se tranquila, aconchegante e segura, pois além de sua tradição cultural a Rua de São João é um ambiente familiar e seguro, o que a torna mais convidativa para ser visitada e apreciada com muito carinho, tranquilidade e diversão.

Uma raridade de local nos dias de hoje, principalmente pelos altos índices de violência.

A Rua de São João, como chamada pelos populares, foi palco de grandes manifestações artísticas populares, o que a torna uma parte da cultura do Estado, até mesmo pela sua idade. Seu quadrilhódromo foi inaugurado em 1985, mas há alguns anos encontrava-se afastada dos olhos governamentais, um verdadeiro absurdo não só para a cultura do Estado, mas também para os moradores da região e toda população sergipana.

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