Heleno surfou no oportunismo e acabou tropeçando na própria língua

A recente entrevista concedida pelo pré candidato ao Senado, Heleno Silva (PRB), causou mal estar entre prefeitos que vêem sendo beneficiados pela liberação de recursos junto ao Governo Federal graças aos esforços do Deputado Federal André Moura (PSC). André, que também é pré candidato ao Senado, escolheu o municipalismo como bandeira de luta para tentar na condição de Líder do Governo Congresso, viabilizar o maior volume de recursos possível para os municípios sergipanos, e as críticas feitas pelo seu “companheiro” de chapa ao Presidente Michel Temer foram interpretadas como inadequadas.

André e Heleno são pré candidatos ao Senado pela oposição, onde o PRB foi recebido de braços abertos e acomodado de acordo com o desejo do pastor em ocupar uma das vagas na majoritária. Após o anúncio da chapa encabeçada por Eduardo Amorim (PSDB), intensa foi a movimentação de Heleno na busca do “voto casado”, percorrendo municípios e conversando com lideranças que já haviam declarado apoio à pré candidatura de André, na tentativa de conquistar o segundo voto.

Mas ao que parece, Heleno escolheu uma tática de convencimento no mínimo equivocada, porque na falta do que dizer, o pastor fez uso da falácia mais trivial possível. Ao invés falar sobre a desastrosa gestão do ex-governador Jackson Barreto, que transformou Sergipe num Estado praticamente falido, Heleno preferiu ir à fonte das insatisfações: o presidente Michel Temer (MDB).

Quais teriam sido os motivos que levaram o pastor a adotar esse discurso? Seria para fugir de um desgaste maior junto a Jackson Barreto por temor de retaliação, evitando não se melindrar com os companheiros de outrora, com quem servia-se de vinhos e canapés até anteontem? Ou seria por puro e calculado oportunismo, típico de quem tem um olho no culto e outro na política?

De fato, com um aliado como Heleno Silva, ninguém precisa de adversário…

A oposição precisa do PPS

A oposição liderada em Sergipe pelo deputado federal André Moura (PSC) e pelo Senador Eduardo Amorim (PSDB), continua trabalhando para ampliar o arco de alianças e a tarefa não tem sido nada fácil, mesmo com o grande número de adesões de lideranças dos mais diversos segmentos que acreditam no projeto. Porque para ampliar as alianças é preciso manter os aliados focados em um mesmo propósito, e por circunstâncias advindas da falta de diálogo, a oposição pode acabar ficando sem o apoio do PPS, presidido em Sergipe por Clóvis Silveira.

O blog entrou em contato com Clóvis para apurar sobre os rumos que o PPS está disposto a tomar nas eleições de 2018, e segundo Silveira o partido não abre mão de fazer parte de uma majoritária. Se essa acomodação não se concretizar na chapa encabeçada pelo Senador Amorim, o PPS pode se aliar ao PSB do Senador Valadares.

Valadares Filho reconhece o empenho de André para a realização dos festejos juninos em Sergipe

Mesmo com a crise financeira enfrentada indistintamente por todos os municípios sergipanos, graças ao esforço do deputado federal André Moura (PSC) os festejos juninos estão garantidos para manter a tradição cultural do nosso Estado. André conseguiu viabilizar recursos através do Ministério da Cultura que puderam resgatar o Forro Caju, que em 2017 não foi realizado, além de garantir a realização dos festejos de todos os municípios que têm tradição junina.

E quem reconheceu o empenho de André foi o pré candidato ao governo, Valadares Filho (PSB), que pelas redes sociais atestou o resultado do compromisso efetivo de Moura com o povo sergipano no resgate de sua cultura. Valadares postou em seu perfil do twitter; “ Em todos os cantos do Estado […] tem um forró pra animar o povo…”. Quem não deve ter gostado muito dessa declaração foi o Senador Valadares, que vinha acusando o deputado André Moura de estar comprando prefeitos e lideranças através da liberação de recursos do governo federal.

Municipalismo em alta

Contrariando uma prática arcaica e ultrapassada, onde o parlamentar fazia uso do mandato para fortalecer os prefeitos e lideranças pertencentes ao seu agrupamento político, o deputado André Moura (PSC) e o prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B) estão protagonizando uma verdadeira quebra de paradigma, estabelecendo uma aliança apartidária em favor das demandas do povo de Aracaju.

E num gesto de civilidade, mesmo consciente da contrariedade provocada entre seus aliados, Edvaldo não se cansa de agradecer e reconhecer publicamente o empenho de André na liberação de recursos para a prefeitura de Aracaju. Moura já viabilizou mais de R$ 300 milhões para a PMA aplicar na realização de diversas obras nas áreas de infraestrutura e saneamento básico, e apesar de toda ciumeira provocada entre aliados e adversários acostumados a atuar na base da troca de apoio político, André e Edvaldo seguem trabalhando.

Invariavelmente, Belivaldo estará no 2° turno

Essa é avaliação de um importante membro da oposição que atua diretamente nas articulações junto a prefeitos e lideranças de todo Estado. Leitura perfeitamente exequível, tendo em vista que um gestor que disputa a reeleição apoiado por uma estrutura de Governo, em tese possui pelo menos 30% dos votos válidos.

Seguindo essa linha de raciocínio e levando em conta o esforço do Governador Belivaldo Chagas (PSD) para imprimir um novo ritmo à gestão, otimizando a aplicação de receitas e tentando atenuar o caos deixado pelo seu antecessor, as chances de Belivaldo são mais que reais. O blog avalia que ainda há muito a ser feito pelo Galeguinho para que a população se convença de que ele (Belivaldo) não representa a continuidade de Jackson no Governo, mas as ações que têm sido adotadas até o momento podem realmente garantir a vaga no 2º turno.

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