JÁ NO FIM…

As convenções partidárias chegaram ao fim, conforme prazo determinado pela Justiça Eleitoral, depois é só entregar as documentações no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) e esperar pela posição do tribunal, que aqui no estado, é o guardião da Lei Eleitoral.

E nos últimos momentos tem de tudo, legenda que fica esperando a melhor composição, e tem outras que correm para homologar candidatos que servirão somente para voto de legenda – sim, existem pessoas que saem candidatos, para ajudar outros “fortes” candidatos – tudo isso, sem anunciar nos quatros cantos, a política é assim, nem sempre é fácil de entender.

Ainda tem aquele prazo de registro das atas das convenções no TRE, que dura aproximadamente 10 dias, após o domingo, quando acaba o prazo de realização das convenções dos partidos. Até o registro no TRE tudo pode acontecer, até mesmo candidato deixar de ser candidato.

AH BRIZOLA QUE FALTA TU FAZ…

O PDT finalmente decidiu em quais águas deve remar, e optou por Valadares Filho (PSB), indicando a deputada Sílvia Fontes como sua vice – só existe a estimada parlamentar como nome no PDT, sim parece que só – assim veio uma chuva de bombardeios patrocinados por todos os setores, a legenda, diga-se de passagem, a liderança a frente da mesma e o ex-prefeito Fábio Henrique sofreram como raposas quando são abordadas por cachorros no mato. Lançou nota e reafirmou que optou pelo PSB por conta da projeção nacional da candidatura de Ciro Gomes à presidência da República. Tudo certo? Pelo jeito sim, só que toda e qualquer decisão pode sair muito caro quando se trata de questões políticas.

Digamos que o PDT não obtenha êxito nessa corrida eleitoral, com o PSB na disputa do governo. Quais as perdas? Muitas, a legenda ficará sem deputado estadual, pode amargar uma derrota, não elegendo depois de tantos anos, um deputado federal, e ter que sobreviver a cargos no próximo governo, caso volte atrás e peça perdão ao novo governador. São coisas da vida né, um dia está por cima e no outro por baixo.

 

SENADORES

Sergipe vai eleger esse ano, dois senadores, que podem ser no dispositivo à reeleição ou um novo nome. No páreo, estão nomes já conhecidos da sociedade, a exemplo de Valadares (PSB), do ex-governador Jackson Barreto (MDB), Rogério Carvalho (PT), Heleno Silva (PRB) e do deputado federal André Moura (PSC). Os novos nomes são de Henri Clay (PPL) e dos demais partidos “nanicos” – diga-se de passagem, são importantes no processo eleitoral, mesmo passando despercebidos do grande eleitorado – com exceção do advogado Henri Clay, a briga será de gigantes, porque ninguém quer ficar sem o mandato de Senador, isso pode permitir previsões a alguns de chegada ao governo do Estado nas próximas eleições, ou até mesmo influenciar nas eleições municipais de 2020.

Analisando e conversando com amigos próximos, cheguei a conclusão que dos 6 principais nomes que disputarão o Senado, 4 deles ficarão sem mandato, ou seja não conseguirão galgar a escada do céu azul, conhecido como Senado Federal. Dessa forma, a briga fica entre 5 nomes, que sabem o que querem e desejam ser senadores por Sergipe, e farão absolutamente tudo para conseguirem esse feito. Na roda de apostas existem aqueles que dizem que candidato X se elege, outros dizem que será Y, mas, o que eu sei de fato é que alguns vão chorar quando as urnas forem abertas e a justiça eleitoral divulgar os que foram eleitos. Que vença aquele que for preparado, e que traga dignidade ao cargo que vai assumir que não seja mais um, que só queira as benesses do poder.

O NEGÃO

Essa será a primeira eleição de 1975, que o ex-governador João Alves Filho não participa direta ou indiretamente do processo eleitoral. Como cidadão preocupado, o negão hoje está afastado da vida pública, cuidando de sua saúde ao lado de sua esposa, filhos e netos. É visitado constantemente por amigos (as), às vezes recordando momentos especiais que viveu quando foi prefeito, governador e ministro de Estado.

O DEM lançou o nome do ex-deputado Mendonça Prado, na disputa eleitoral para o cargo de governador. Mendonça, que já foi casado com a jornalista Ana Alves, filha de João e Maria, mantém-se discreto e acaba representando bem o legado do ex-governador. Seria hipocrisia da minha parte, e de muitos que fazem a imprensa Sergipana, não reconhecer a importância do “Negão” que os sergipanos amam de paixão, claro, que sempre muito popular João foi um gestor público bom em algumas áreas e ruins em outras. Amado e odiado, João Alves é um exemplo vivo de homem público que pode sim, ser colocado nos livros de história. Que falta faz o Negão…

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