Viva o feminismo!

O que de fato significa o Feminismo ?

Se veio em sua mente uma manifestação em que mulheres aparecem nuas, é porque não conhece a verdadeira história do feminismo.

Assim como toda luta, a essência do feminismo vem da rebelião de mulheres que não aceitavam ter menos direitos que os homens, sem querer serem melhores ou piores, apenas conquistar seu espaço na sociedade.

 

Voltando no tempo

Ao voltar no tempo, nos encantamos com o tamanho da coragem de mulheres que não aceitavam a mediocridade de vida que lhes eram impostas, e decidiram mudar o seu destino. Entre elas estão: a escritora Nísia Floresta, considerada a pioneira do feminismo, a bióloga Bertha Lutz, fundadora da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, que lutava pelos direitos da mulher, e a sergipana Quintina Diniz, primeira deputada estadual.

Foi a partir da luta histórica de mulheres focadas em realizar seus sonhos, alcançar seus direitos e consolidar seu espaço independente na sociedade, que tornou a mulher uma cidadã brasileira.

 

Lentas conquistas

Dois séculos se passaram, conquistas foram alcançadas como os direitos trabalhistas, o voto, as leis de proteção, entre outras. Mas é preciso lembrar que a cultura do machismo o qual bate de frente com a luta do feminismo, ainda é muito forte no Brasil. Quer um exemplo claro? Mulheres são maioria em nossa população brasileira, mas é minoria nas decisões políticas. De quem é a culpa? De todos! Homens que não aceitam mulheres em cargos de gerência e mulheres que não apoiam a luta da sua classe. Quer ver outro exemplo? A esportista Marta, melhor jogadora do mundo por 5 vezes consecutivas e conquistou mais um troféu este ano, o sexto para sua coleção. Ela é considerada a maior artilheira da história da Seleção Brasileira, superando Pelé.

 

Sergipe Del Rey

Sergipe é um dos estados que menos têm representação feminina na política. Na esfera nacional a senadora Maria do Carmo é a única representante sergipana, que ainda possui 4 anos de mandato. Na Câmara Federal não temos nenhuma deputada e não houve nenhuma eleita no último pleito. Já na Alese nesta legislatura, temos 4 deputadas dos 24 deputados, para a próxima legislatura serão 6, ou seja, 1/4 do legislativo. Na Câmara de Vereadores da Capital, temos apenas 2 ( Kitty Lima e Emília Correia), e será apenas 1, pois o suplente de Kitty Lima é o Cabo Didi.

Vale ressaltar na história do Governo de Sergipe e da Prefeitura de Aracaju, nunca tivemos uma mulher no comando, apenas como figurativa que é o cargo de vice.

 

Viva a história!

Marta, Nísia, Quintina e Bertha foram apenas principais trechos da história do feminismo em diferentes esferas. Histórias de mulheres que venceram o preconceito, não desistiram e mostraram que o gênero não faz alguém ser menor que outro. Que a mulher é muito mais que uma piada machista e de muito mal gosto em que diz: “mulher tem que esquentar a barriga no fogão e esfriar em um tanque”. Elas são exemplos de que juntas suas vozes, lutas e forças são maiores que qualquer preconceito.

E viva o feminismo!

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