A reforma de Belivaldo e a incerteza dos que não ficam

Depois do resultado das eleições, onde sacramentou a vitória do governador Belivaldo Chagas (PSD) e dos seus aliados, logo em seguida de forma tradicional vem a famosa e tão temida reforma administrativa, é quando o chefe do poder executivo, muda as peças de lugares, exonera alguns, reaproveita outros e convida novos “velhos” aliados para assumirem funções.

Belivaldo tido como homem que não descansa e trabalha incansavelmente, esses foram os “mots” usados pela sua equipe de marketing durante a campanha, já anunciou que não demitirá nenhum auxiliar por telefone, pelo contrário, fará pessoalmente, olhando nos olhos. Mais sabemos que ninguém gosta de ser exonerado do cargo ao qual ocupa, pelo contrário, torce para que o governador o mantenha até o fim do seu governo pelo menos.

E o mais patético é ler comentários bobos e sem noção, dos chamados defensores do Governo, aqueles que estão nas mamas do Poder e outros que desejam um ganho real de espaço, para benefício próprio. Muitos são os advogados de plantão, que pecam quando declaram abertamente defender o governo, que moral eles têm? Nenhuma.

Lembro de um fato inusitado quando o próprio governador deu uma bronca no grupo Café com Política, quando disse que não precisava de defensor, e que o seu secretário de Comunicação era o jornalista Sales Neto. Essa indireta foi direcionada ao ex-secretário de Turismo, Cincinato Júnior, que imediatamente ficou calado.

Belivaldo tem esse jeitão valente, tipo lampião, que alguns gostam e outros não, mais é bom reconhecer que o governador responde na lata, não guarda pra si, dispara qualquer bronca a quem quer que seja. Trouxe-me a lembrança do Antônio Carlos Magalhães, conhecido como Toninho Malvadeza, claro que Magá era terrível, ninguém o queria como adversário. Tirando isso, Belivaldo se compara ao jeito turrão do falecido dono da Bahia.

Aos auxiliares que acham que são intocáveis, cuidado com a navalha de Belivaldo, vocês podem ser os próximos da reforma administrativa (risos).