O nome do PT, o garoto de papai e a guerra vermelha

É claro que tudo na política é decidido na base da articulação e quando não, na base da força e do querer. O PT utilizando-se da sua ainda força política, manteve a vontade da maioria e decidiu pela indicação do nome do ex-deputado federal Márcio Macedo como pré-candidato a prefeito de Aracaju, rompendo definitivamente com o prefeito Edvaldo Nogueira (sem partido) e boa parte do seu agrupamento político.

Para muitos a decisão foi acertada e já estava mais do que na hora, para outros a decisão foi precipitada, e que frise “aqueles que são contra dependem de cargos na administração, não é algo por ideologia e sim por interesse próprio”. Mas eu não estou aqui para julgar ninguém, pelo contrário, para analisar o cenário político dentro de uma visão imparcial e opinativa.

É evidente que essa decisão caiu como uma bomba no colo de Edvaldo e do seu antigo partido o PCdoB, isso porque a legenda mal esperou a poeira baixar e pediu que o prefeito Edvaldo desmereça o PT na sua gestão, tirando do partido qualquer influência na administração municipal, e a saída do vereador Camilo, filho do deputado federal João Daniel. É dado como certo o retorno do vereador licenciado Antonio Bittencourt à Câmara Municipal de Aracaju, deixando Camilo sem mandato, tudo isso por conta da decisão de lançar Márcio na disputa.

Quem não se lembra, a ida de Camilo para câmara fazia parte de um acordo político consturado entre o PT e o PCdoB, tendo como negociadores o prefeito Edvaldo Nogueira (Sem partido), deputado João Daniel (PT) e o deputado Fábio Mitidieri (PSD).

Sem o acordo, o filho do deputado retorna a vida social como qualquer cidadão, mantendo-se nos bastidores como sempre esteve. Agora é esperar as águas rolarem e assistir de camarote a guerra entre o PT e o PCdoB se aflorarem na rinha política dos egos e das ambições.