‘Um amigo para se lembrar’, escreve Eduardo Barbosa sobre Sadi Gitz

Olhando a Tragédia vivida por nós neste momento, nos tornamos todos Sadi. Muitas palavras me trouxeram boas lembranças neste lago parado de pranto e tristeza. Retorno para Aracaju em 1989 e em 1990 fixo residência em Socorro, após três anos trabalhando no polo petroquímico de Camaçari (BA).

Vi nascer a CERCESA, Cerâmica Sergipe SA, Pisos Escurial, a marca de pisos que tanto me orgulhava quando via vendendo em qualquer lugar ou cidade do país, onde eu identificava o piso ou revestimento fixado, um pedaço de Sergipe, um pedaço de Socorro no Brasil.

Presenciei este belo empreendimento se erguer junto com o Distrito Industrial de minha cidade e ninguém foi mais cidadão grande e humilde que Sadi e Luiz Magalhães, que ajudaram de forma generosa as comunidades circunvizinhas, não faziam acepção na contratação de seus funcionários os quais tratavam com dignidade e justiça.

Prestei serviços por 15 anos, através de uma franquia dos Correios, que fui operador em Nossa Senhora do Socorro e era tratado de forma sublime que só os grandes humanistas sabem tratar os à sua volta. Tivemos centenas de momentos juntos e sei no que ajudei e no que fui acolhido e ajudado.

Fica a reflexão para que não tenhamos mais mártires em Sergipe. A sorte foi lançada e não podemos passar meses e meses vendo nossas empresas e vagas de empregos desaparecerem por detalhes que podemos resolver em nosso Estado.

Sadi não se tornará cinzas hoje e nem nunca, ele residirá e resistirá nos corações das famílias e amigos que ele semeou dignidade, respeito e verdade. Ave Sadi Castiel Gitz!

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Eduardo Barbosa é Jornalista (DRT 2424/SE), Palestrante, Consultor Empresarial e Pessoal, Administrador de Empresas, Comunicólogo e responsável pela Coluna Papo de Política.