Lava Jato: Força-tarefa prende ex-presidente Michel Temer e ex-ministro Moreira Franco

Mandados foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da Justiça Federal do Rio de Janeiro.


A Força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro prendeu, na manhã desta quinta-feira (21), Michel Temer, ex-presidente da República e Moreira Franco, ex-ministro de Minas e Energia.

A operação é um desmembramento da 16ª fase da Operação Lava Jato, denominada Radioatividade. Há, no total, oito mandados de prisão sendo cumpridos. Parte da apuração se refere ao pagamento de propinas para a construção da usina Angra 3.

Os mandados pedem a prisão preventiva de Temer, Moreira Franco e Eliseu Padilha, ou seja, sem prazo para terminar. Há diligências em curso nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Desde quarta-feira (20), a Polícia Federal (PF) tentava rastrear e confirmar a localização de Temer, sem ter sucesso. Por isso, a operação prevista para as primeiras horas da manhã desta quinta-feira atrasou.

Entenda o caso

O ex-presidente é alvo de dez inquéritos, cinco deles abertos quando o emedebista ocupava o comando do Palácio do Planalto. Os demais foram autorizados este ano. Michel Temer é o segundo presidente a ser preso após condenação na esfera penal. O primeiro foi Luiz Inácio Lula da Silva, em abril de 2018.

Michel Temer (PMDB) foi o 37º presidente do Brasil e chegou ao cargo em 31 de agosto de 2016, após o impeachment de Dilma Rousseff (PT). Antes disso, ele havia sido eleito deputado constituinte e, depois, foi eleito quatro vezes deputado federal. Temer também foi presidente da Câmara.

Nota do MDB

Em nota, o partido do ex-presidente disse “lamentar” a prisão. “Não há irregularidade por parte do ex-presidente da República, Michel Temer e do ex-ministro Moreira Franco”, diz a nota. Confira na íntegra:

“O MDB lamenta a postura açodada da Justiça à revelia do andamento de um inquérito em que foi demonstrado que não há irregularidade por parte do ex-presidente da República, Michel Temer e do ex-ministro Moreira Franco. O MDB espera que a Justiça restabeleça as liberdades individuais, a presunção de inocência, o direito ao contraditório e o direito de defesa.”