O Governo acertou ao suspender o pagamento do aluguel do Taj Mahal

 

Não há razão lógica para imaginarmos que o Governo está querendo dar um calote nos donos do prédio onde funcionava o antigo Mistão, hoje locado à Secretaria de Estado da Saúde por cerca de R$ 150 mil/Mês. A ação de despejo movida pelos proprietários do imóvel, além de descabida, é improcedente por um simples fato que continua oculto para o contribuinte – Quanto custou a reforma do Taj Mahal?

A chegada de Ademário Alves para o comando da Secretaria de Estado da Fazenda inverteu a lógica na gestão das contas do Governo, impedindo a interferência do apadrinhamento político na logística das contas públicas. A ordem é rever todos os contratos com fornecedores e prestadores de serviço, no sentido evitar que o Estado continue gastando mais do que arrecada, sem o devido controle sobre a aplicabilidade dos recursos.

Daí a improcedência da ação de despejo movida pelos proprietários do antigo Mistão (Hoje Taj Mahal da Saúde), visto que até hoje a sociedade sergipana não tem conhecimento sobre o quanto custou aos cofres públicos a reforma milionária feita no imóvel. Sem contar que ainda durante a reforma, mesmo antes da estrutura da Secretaria da Saúde ser transferida para o Taj Mahal, o Estado pagava mensalmente os R$ 150 mil referente ao aluguel do prédio.

Inicialmente falava-se de maneira extra-oficial, que o Taj Mahal havia custado pouco mais de R$ 5 Milhões aos cofres públicos, mas agora, de acordo com informações de bastidores, o custo das obras ultrapassa os R$ 10 Milhões, e a conta não fecha devido ao rastro de irresponsabilidades deixado pelo ex-secretário Almeida Lima.

Para impedir que a população continue desassistida por conta do aparelhamento promovido por Almeida na Saúde, o Governador Belivaldo Chagas (PSD) vem adotando medidas corajosas e cobrando resultados, mas até o momento essas ações não foram capazes de acabar com o poder paralelo que se estabeleceu na SES, graças ao ex-governador Jackson Barreto (MDB).

O Governo acertou em suspender o pagamento do aluguel do Taj Mahal, e até que seja feito o levantamento do custo efetivo da reforma, a sociedade sergipana espera que Belivaldo continue trabalhado sem criar dificuldades para vender facilidades.

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