Associação Sergipana de Psiquiatria realiza Setembro Amarelo

Desde 2014 o mês de setembro ganha a cor amarela para sinalizar a campanha de prevenção ao suicídio da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina. 

Cerca de 25 brasileiros cometem suicídio todos os dias e Sergipe apresenta elevados índices de suicídio, principalmente entre os adolescentes.  Com o objetivo de diminuir essa prevalência, o nosso estado se destaca a nível mundial pela organização, dedicação de voluntários e o grande número de eventos em prol da campanha.

De acordo com a pesquisa  mais recente do “Perfil Epidemiológico das Tentativas e Óbitos por Suicídio”, da Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade por suicídio em Sergipe é cinco vezes maior no público masculino. Entre 2011 e 2015, a taxa de mortalidade por suicídio entre os homens sergipanos foi de 10,1 a 12,8 para cada 100 mil habitantes. Já entre as mulheres, esse índice caiu para 2,1 a 2,6 por 100 mil habitantes.

A cada ano, a programação do Setembro Amarelo em Sergipe está repleta de atividades. Palestras, apresentações de música, debates de filmes, caminhadas, distribuição de rosas amarelas e outras ações fazem parte da programação.

O vice-presidente da Associação Sergipana de Psiquiatria, Dr. Antonio Aragão ressalta o sucesso da campanha no estado. “A cada ano há uma procura maior de pessoas interessadas em participar da campanha. O Setembro Amarelo é um sucesso em nosso estado e muitos pacientes procuraram ajuda médica especializada após a presença em algum dos eventos”, explica.

Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS, 800 mil pessoas cometeram suicídio em 2015. O cálculo mostra que, a cada 40 segundos, um caso ocorre no planeta. A maioria deles envolve jovens entre 15 e 29 anos, sendo a segunda maior causa de mortes nesta faixa etária.

A OMS ressalta que 80% desses indivíduos enviam sinais em busca de ajuda, Dr. Antonio explica que é possível perceber os sinais de uma pessoa que pensa em cometer suicídio. “Alterações do humor, mudanças de comportamento, mensagens de despedida e falta de esperança em redes sociais, além de ameaças e tentativas de tirar a própria vida são sinais de um risco alto para o suicídio. O atendimento médico psiquiátrico se faz necessário e urgente para pessoas com pensamentos de morte, mas o tratamento multiprofissional é essencial para a melhora total do paciente”, destaca.

(Com informações da Ascom/Associação Sergipana de Psiquiatria)