Eduardo Cunha é condenado a 24 anos de prisão

Brasília - O deputado Eduardo Cunha durante reunião da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara que tenta votar o parecer do deputado Ronaldo Fonseca sobre o seu pedido para anular a sessão do Conselho de Ética que aprovou a cassação de seu mandato (José Cruz/Agência Brasil)

Henrique Alves teve pena de 8 anos e 8 meses. Funaro, Cleto e Margotto também condenados

(José Cruz/Agência Brasil)

O juiz Vallisney Oliveira, da Justiça Federal em Brasília, condenou nesta 6ª feira (1º.jun.2018) o ex deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ) a 24 anos e 10 meses de prisão, em regime fechado, no processo que apurou esquema de propina em contratos da Caixa Econômica Federal.

Cunha também terá de pagar uma multa de R$ 7 milhões como reparação de dano. O ex-presidente da Câmara foi sentenciado por violação de sigilo funcional, corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro. 

Também foram condenados o ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves, o operador Lúcio Funaro e Fábio Cleto, vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal, e o empresário Alexandre Margotto.

Henrique Alves foi condenado por lavagem de dinheiro a 8 anos e 8 meses de prisão, em regime fechado, além de ser multado em R$ 1 milhão como reparação de dano.

Fábio Cleto recebeu uma sentença de 9 anos e 8 meses, em regime fechado, por violação de sigilo funcional, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, conforme determinado em acordo de delação premiada. Sua pena foi reduzida em 2/3.

Lúcio Funaro também teve a pena reduzida em 2/3, segundo os termos de sua delação. Cumprirá prisão domiciliar por violação de sigilo funcional, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Sua pena é de 8 anos, 2 meses e 200 dias.

Alexandre Margotto, ex-auxiliar de Funaro, cumprirá 4 anos em regime aberto, por corrupção passiva. Como Funaro e Cleto, foi beneficiado por acordo de delação premiada.

Na sentença, Vallisney conclui que Cunha “tinha integral conhecimento da ilicitude de seus atos” e que era “figura central no esquema criminoso apurado”.

O processo faz parte da operação Sépsis, que investiga 1 esquema de pagamento de propina em troca da liberação de recursos do FI-FGTS (Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), administrado pela Caixa.