Foi ‘1 erro’, diz Obama em crítica a Donald Trump

U.S. President Donald J. Trump and Former U.S. President Barack Obama wait to exit the east front steps for the departure ceremony during the 58th Presidential Inauguration in Washington, D.C., Jan. 20, 2017. More than 5,000 military members from across all branches of the armed forces of the United States, including reserve and National Guard components, provided ceremonial support and Defense Support of Civil Authorities during the inaugural period. (DoD photo by U.S. Air Force Staff Sgt. Marianique Santos)

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama expressou nesta 3ª feira (8.mai.2018) seu repúdio à decisão de Donald Trump de sair do acordo nuclear com o Irã. Disse que “em 1 mundo perigoso, os EUA precisam conseguir confiar, em parte, em uma diplomacia forte e com princípios para proteger nosso país”.

Para Obama, a saída anunciada hoje foi “1 erro sério”.

“Existem algumas questões mais importantes para a segurança dos EUA que a potencial proliferação de armas nucleares, ou a possibilidade de uma guerra ainda mais destrutiva no Oriente Médio. É por isso que os EUA negociaram o JCPOA (Plano de Ação Conjunto Global) em 1º lugar”.

Obama listou os motivos pelos quais o acordo com o Irã é tão importante. São eles:

  • é 1 acordo multilateral, e não apenas dos governos norte-americano e iraniano;
  • o JCPOA está ajudando a reduzir o ritmo do problema nuclear do Irã;
  • o acordo não se baseia na confiança, mas em inspeções contínuas e minuciosas;
  • o Irã está cumprindo o acordo;
  • o acordo não tem prazo de expiração;
  • o JCPOA “nunca teve a intenção de resolver todos os nossos problemas com o Irã”.

A mensagem foi publicada no Facebook do democrata. Leia a íntegra:

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta 3ª feira (8.mai.2018) a saída do país do acordo nuclear com o Irã. O republicano chamou o acordo de “unilateral” e disse que “nunca deveria ter sido criado”.

Em 2015, o Irã concordou em assinar acordo com o grupo do chamado “P5+1” –os 5 membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, Rússia, Estados Unidos, Reino Unido e França) e a Alemanha.

O tratado garantia a limitação das atividades nucleares pelo país e permitia inspeções internacionais. Em troca, os países que aderiram ao acordo cancelariam sanções econômicas impostas ao Irã.