Investigado em morte de Marielle é gravado falando com milicianos

O vereador Marcello Siciliano (PHS-RJ) concede coletiva à imprensa sobre morte de Marielle Franco.

O vereador Marcello Siciliano (PHS-RJ) concede coletiva à imprensa sobre morte de Marielle Franco.

 

Apesar de ter negado na última 4ª feira (9.mai.2018) qualquer envolvimento com grupos milicianos, o vereador Marcello Siciliano (PHS-RJ) já conversou com integrantes do grupo criminoso por telefone.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro gravou pelo menos duas ligações entre o vereador e milicianos. As conversas foram veiculadas na noite deste domingo (13.mai.2018) pelo Fantástico, da TV Globo.

Siciliano é 1 dos investigados pela morte da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (Psol). Uma testemunha disse em depoimento que o político, juntamente com 1 ex-policial militar, planejou a morte de Marielle.

Marielle foi morta a tiros no dia 14 de março quando voltava de 1 evento no Rio de Janeiro. Seu motorista, Anderson Gomes, também foi vítima da execução.

AS LIGAÇÕES

Na 1ª ligação, 1 miliciano pede a Siciliano que acione o 31º BPM (Recreio) para colocar uma blitz em alguma região. No fim da ligação, o vereador se despede com 1: “Te amo, irmão”. Leia abaixo o trecho da conversa:

Homem: “Uns bandidos lá mataram um amigo nosso. Você podia dar um toque no pessoal do 31 pra ficar de olho. Se botar uma blitz ali, vai pegar.”
Siciliano: “Vou mandar botar agora. Na volta eu passo aí. Beijo.”
Homem: “Tá bom. Beijo. Fica com Deus.”
Siciliano: “Te amo, irmão.”

Na 2ª ligação, o vereador pede ajuda para inaugurar 1 projeto social na área de milícia. Eis a conversa:

Siciliano: “O garoto ia começar a fazer o projeto lá hoje. Aí o rapaz falou: ‘Não. Não vai fazer nada, não.”
Homem: “Não, pode ir.”
Siciliano: “Eu posso ir atrá lá da pessoa pra resolver no teu nome?”
Homem: “Pode. Vou te mandar o telefone aqui.”

Por meio de nota, o vereador reafirmou que nunca teve envolvimento com milícias. Disse também que já foi investigado, mas não chegou a ser indiciado. Até então, não responde a nenhum processo criminal.

Siciliano declarou que está à disposição da polícia para quaisquer novos esclarecimentos.

 

Com informações do poder360