Para toda grande história há um grande vilão. (Darth Vader, Thanos, Voldemort, Sauron..) Todo herói precisa de uma parte capaz de motivar, a jornada de superação que o leva a sagração final, seja ele qual for; salvar o mundo de uma destruição ou conquistar a mocinha. No entanto, muitas vezes, os vilões acabam sendo mais interessantes do que os mocinhos. Com motivações convincentes e um inegável apelo, alguns são mais dignos de torcida, do que o personagem que foi criado para tal papel. Comparando o universo do “Homem Aranha”, VENOM é um dos mais icônicos, abaixo talvez somente do Duende Verde.

Alçado ao ponto de anti-herói em histórias mais recentes, e com o sucesso estrondoso de “Deadpool”(o que eu não vi a menor graça ele não é herói, ele é palhaço que foi queimado em um acidente), era só uma questão de tempo até que um filme fosse realizado. Mas se o desbocado mascarado não poupou seu público de um tom adulto repleto de sangue e profanidades, o simbionte mais conhecido da “Casa das Ideias” vai pelo caminho completamente contrário, tendo como um resultado um filme que não é ruim, mas que parece tudo, menos o que pretendia ser.

Eddie Brock é um repórter casca grossa, mas de bom coração. Morando em São Francisco após ter problemas com o trabalho em Nova York, ele vive com sua noiva Anne Weyming e tem um programa investigativo numa rede de televisão local. Quando uma entrevista com o magnata da biotecnologia Carlton Drake, segue um rumo não pretendido, ele entra em rota de colisão com uma descoberta alienígena que mudará sua vida para sempre.

Venom acerta pelo menos no ponto principal: a relação entre simbionte e hospedeiro. É como ver a construção de um “bromance” bizarro, já que a conversação entre as partes (num trabalho impagável de construção de voz do Hardy) vai gradativamente atingindo pontos de relacionamento aqui e acolá, mostrando a conturbada convivência entre os dois. É como se estivéssemos vendo uma comédia romântica de ação ao invés de um filme de origem de um anti-herói. É confuso, eu sei. Mas acaba sendo divertido no processo. Se você esquecer em alguns momentos que é algo incluso dentro de um universo maior de um dos personagens mais queridos pelos fãs de heróis atuais.

PS: Há duas cenas pós crédito no longa. Uma após os créditos finais principais que, caso o filme consiga dar um lucro razoável, promete um vilão a altura para a sequência. A segunda cena é uma espécie de prólogo para “Homem-Aranha no Aranhaverso”, esta aparece já no final dos créditos secundários.

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