A Ambição Política em Sergipe, torna a classe uma corda de caranguejo

“Tem muita gente exaltando a lealdade sem nunca ter sido cachorro.” Sintia Lira


(*) Por João Augusto Nascimento

Sergipe o menor Estado da Federação, mas somos o Estado com a classe política na sua maioria desleal e desunida que se quer consegue um consenso em momentos de dificuldades ou mesmo conter a inveja e ambição ao vê qualquer dos sergipanos ter a oportunidade de galgar posição estratégica que venha contribuir para o engrandecimento do Estado o do bloco político estadual.

O individualismo e a busca pelos projetos pessoais são temas únicos na vida política sem qualquer preocupação com as dificuldades do Estado ou unidade que se reverta em beneficio coletivo.

Uma população refém da falência na saúde, educação e segurança publica para não ser pessimista em afirmar a falência da atividade fim do Estado e de todos os serviços publico em que a população possa necessitar desde o transporte urbano, coleta de lixo, iluminação pública, postos de saúde, delegacias, escolas municipais e estaduais, hospitais de urgência, nefrologia, distribuição de remédios, recuperação salarial do servidor, gestores descompromissados com as políticas públicas, mordaça nas investigações contra a corrupção, esquemas de desvios de recursos no setor de coleta de lixo, realização de shows, obras inacabadas, gestor que tripudiam do funcionário público mesmo sendo alvo de denúncia de assédio moral coletivo junto ao MPT, agricultura sem planejamento e uma vasta lista de setores inoperantes que envergonha nosso Estado e humilha nosso povo.

Mas a classe política na maioria continua como caranguejo da maldade como bem expressou um analista político em citar que um grupo de líderes ao avaliar dois cestos de políticos representados por caranguejos na busca de identificar sua origem observaram que no primeiro cesto eram políticos solidários ao crescimento individual com resultado no coletivo que uns caranguejos ajudavam outros a subir o cesto, não sendo assim caranguejos sergipanos, já o segundo cesto eram políticos sergipanos travestidos de caranguejo ao perceberem que todos os caranguejos estavam em linha horizontal da base do cesto um retendo o outro de subir (crescer) e vice versa ao ponto de renunciar subir desde que nenhum tivesse a oportunidade de alcançar a borda do cesto.

Assim é nossa classe política exemplo de deslealdade e carente de comportamento ético, moral, solidariedade e espirito coletivo mesmo que tenhamos de pagar com o retrocesso ao desenvolvimento social, cultural e econômico.

A sociedade precisa estar vigilante no comportamento individual da maioria dos nossos políticos porque somos os únicos a pagar o preço da deslealdade e desunião que na busca dos projetos pessoais saqueia a esperança do nosso povo e compromete a estabilidade emocional dos nossos jovens retirando do nosso povo a oportunidade de produzir os homens do futuro com uma visão ética, moral e respeito a coisa pública.
E mesmo assim ainda temos que conviver com políticos que exaltam a lealdade sem nunca ter sido cachorro.

João Augusto Nascimento é Bacharel em Direito e Membro do FBDH – Fórum Brasileiro de Direitos Humanos.