A Comovente situação de Domingos e a realidade da Saúde Pública

Por Idenilson de Albuquerque

Domingos Alves Feitosa, mais conhecido por Domingos de Mané de Ofrécio, é semialfabetizado, tem 49 anos, casado, é um humilde cidadão, morador do Povoado Lagoa do Rancho em Porto da Folha no Alto Sertão Sergipano, não tem emprego fixo, mas sempre trabalhou no campo como vaqueiro e também em algumas atividades urbanas, inclusive como motorista, como ele mesmo afirma: “Eu só nunca fiz foi roubar ninguém, todo trabalho que aparece eu encaro, pois tenho uma família para sustentar e com saúde a gente resolve isso tranquilamente, como sempre fiz sem incomodar ninguém”.

Acontece que em 31/05/18, ao sentir uma forte dor abdominal, percebeu-se que seu intestino estrangulou, levado às pressas para o hospital regional de Itabaiana, foi submetido a uma cirurgia emergencial, a qual o livrou da morte. No dia seguinte (01/06/18) os médicos colocaram uma bolsa de colostomia para receber as fezes do intestino. Essa primeira etapa, como dito, foi de urgência e transcorreu normalmente, porém a peregrinação de Domingos apenas começava, pois nesses quase 17 meses em convívio com a bolsa de colostomia, foram feitas muitas viagens a Aracaju para realização de consultas e exames na promessa e esperança de fazer a REPARAÇÃO DE UMA HÉRNIA que criou-se no local e a CIRURGIA DE RECONSTRUÇÃO DE TRÂNSITO INTESTINAL e  até hoje (25/10/19) não conseguiu, o pior é que vários exames que foram feitos já perderam a validade e foram refeitos, graças a ajuda de parentes e amigos que mantém ele e família nesses 17 meses.

 “Pra mim é muito constrangedor, pois moro em um pequeno e humilde povoado e os meus parentes e amigos já estão cansados de me ajudar com alimentos, transportes, despesas com exames e outras, eu não queria incomodá-los, vendi minha motocicleta para custear as despesas, mas não foi suficiente, eu não queria usar esse meio, mas a necessidade me obrigou, pois não posso realizar trabalho que exija esforço físico e o INSS negou-me o auxílio doença, eu só quero o meu direito a saúde, que o SUS funcione para as pessoas pobres e que minha cirurgia seja feita para que eu possa voltar a trabalhar e sustentar minha família dignamente sem incomodar ninguém, mas ainda não estou nessas condições, quem desejar ver minha situação, pode me fazer uma visita em minha residência, todo mundo me conhece na região”.

Nesse momento de dificuldades que Domingos atravessa, ele pede que quem puder contribuir, pode fazer contato diretamente com ele e esposa no Povoado Lagoa do Rancho, com a sogra em Porto da Folha ou pela conta bancária, que Deus ilumine a todos e todas.

BANESE

Agência: 007 | Conta Poupança: 01013603-9

Domingos Alves Feitosa

CONTATO

(79) 9 9941-2928 (Domingos)

(79) 9 9670-7444 (Ivanilza (esposa)